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Como precificar serviços de beleza sem perder dinheiro

Aprenda a precificar serviços de beleza somando produto, tempo, custos fixos, taxa da maquininha, comissão e margem, com uma conta passo a passo.

Por Horya · · 5 min de leitura

Como precificar serviços de beleza sem perder dinheiro

Para precificar serviços de beleza do jeito certo, você soma tudo o que cada atendimento custa (produto, tempo, estrutura, taxa da maquininha e comissão) e só então acrescenta a margem que quer ganhar. Preço baseado em "o que a concorrente cobra" ou em chute costuma esconder prejuízo. Neste post você vai ver a conta completa, passo a passo.

Por que olhar só o preço da concorrente não basta

Cada salão tem aluguel, equipe, produtos e público diferentes. Copiar o preço da vizinha pode funcionar para ela e deixar você no vermelho. O preço de um serviço precisa cobrir o que ele custa para existir e ainda sobrar lucro. Quando isso não acontece, o sintoma é conhecido: agenda cheia, caixa curto.

A boa notícia é que a conta é simples. Ela tem cinco blocos: produto, tempo, custos fixos, custos sobre a venda (taxa da maquininha e comissão) e margem.

Passo 1: custo do produto

Some o que você gasta de material em um atendimento. Divida o valor do frasco, da caixa ou do pacote pelo número de atendimentos que ele rende. Inclua o que parece pouco: luvas, toalhas descartáveis, algodão, esmalte, ampola, papel.

Se você não sabe quanto rende um produto, faça um teste. Anote quantos atendimentos saíram de um frasco e use essa média. Revise de tempos em tempos, porque o fornecedor reajusta e o rendimento muda.

Passo 2: custo do seu tempo

Seu tempo é limitado. Uma profissional não atende 24 horas por dia, e nem todas as horas do mês são vendidas. Por isso, o custo por hora precisa considerar apenas as horas produtivas, aquelas em que você realmente atende.

Calcule assim:

  1. Veja quantas horas por semana você atende de fato (sem contar limpeza, pausas e horários vazios).
  2. Multiplique por quatro para ter uma estimativa do mês.
  3. Use esse número como base para ratear os custos fixos.

Passo 3: custos fixos rateados

Custos fixos são os que existem mesmo sem cliente: aluguel, luz, água, internet, sistema, contador, limpeza, seu pró-labore. Some tudo no mês e divida pelas horas produtivas. O resultado é quanto cada hora de atendimento precisa "contribuir" para pagar a estrutura.

Se você ainda não sabe quanto gasta por mês, comece por aí. O post sobre controle de despesas do salão mostra como listar e categorizar tudo.

Passo 4: custos que andam junto com a venda

Alguns custos são uma porcentagem do que a cliente paga:

Passo 5: sua margem de lucro

Margem é o que sobra depois de pagar tudo. É ela que permite investir, crescer e ter uma retirada justa. Defina uma porcentagem que faça sentido para o seu negócio. Não existe número mágico: depende do seu ponto de partida e dos seus objetivos.

Exemplo de conta (ilustrativo)

Os números abaixo são apenas um exemplo para você ver a lógica. Troque pelos seus.

Imagine um tratamento de hidratação com 1 hora de duração:

  • Produto: R$ 12
  • Custos fixos do mês: R$ 3.000, divididos por 100 horas produtivas = R$ 30 por hora
  • Custo base do atendimento: R$ 12 + R$ 30 = R$ 42

Agora os custos que são porcentagem do preço. Suponha, só para o exemplo:

  • Taxa média da maquininha: 3%
  • Comissão da profissional: 30%
  • Margem desejada: 15%

Somando as porcentagens: 3% + 30% + 15% = 48%. Isso significa que, de cada R$ 1 que entra, R$ 0,48 já tem destino e restam R$ 0,52 para cobrir o custo base.

Então o preço mínimo é:

R$ 42 ÷ 0,52 = R$ 80,77

Arredondando para um valor comercial, algo como R$ 85. Para conferir: em R$ 81, a taxa seria cerca de R$ 2,43, a comissão R$ 24,30 e a margem R$ 12,15, o que, somado ao produto e ao custo fixo, fecha a conta.

Um detalhe: neste exemplo tratei a comissão como porcentagem do preço para simplificar. Na prática, muitos salões calculam a comissão sobre o valor líquido, depois da taxa. Isso muda um pouco o resultado, e o post sobre comissão explica a diferença.

Quando reajustar os preços

Preço não é para ficar parado. Vale refazer a conta quando:

  • o aluguel, os produtos ou outros custos subirem;
  • você mudar a taxa da maquininha ou o modelo de comissão;
  • sua agenda estiver sempre lotada com semanas de espera, sinal de que o serviço pode valer mais;
  • você ganhar experiência, fizer uma formação ou melhorar a estrutura;
  • ao menos uma vez por ano, mesmo que nada pareça ter mudado.

Ao reajustar, avise as clientes com antecedência e de forma simpática. Um aviso curto, com a data em que o novo valor começa a valer, evita mal-estar.

Quer fazer essa conta com os seus números? Use a calculadora de preço de serviço, grátis e sem cadastro.

Como a Horya ajuda nessa conta

Precificar bem depende de enxergar seus números. Na Horya, você cadastra cada serviço com nome, duração e valor, e a duração entra na agenda para que os horários fiquem corretos. Nos relatórios você acompanha o caixa bruto, o líquido (o que cai na conta depois das taxas), as despesas e o lucro, inclusive por serviço. Assim fica fácil descobrir quais atendimentos realmente dão retorno e quais merecem reajuste.

Para configurar o catálogo e a equipe, veja o tutorial em vídeo:

Assista ao tutorial no YouTube

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